Johannes Janzen


  S E G U N D A - F E I R A ,   2 2   D E   F E V E R E I R O   D E   2 0 1 6




Alguns anos atrás, teve um homem que ficou conhecido no Ocidente como o “filósofo do terror islâmico”. No mundo muçulmano, ele é lembrado como o “estudioso martirizado do Islã”. A visão de mundo desse homem serve para explicar atos terroristas tais como os atentados de bomba em Madri e os atentados suicidas no metrô de Londres. Ele foi reconhecido como o principal pensador por trás da cosmovisão de Osama bin Laden e outros membros da al-Qaeda. O seu nome é Sayyid Qutb. Em 1948, Sayyid passou um pouco mais de dois anos em solo americano. Durante este período, ele visitou algumas igrejas. E o que ele viu? Cristãos que não seguiam a Cristo. Por exemplo: Sayyid participou do culto de uma igreja e logo depois de um evento de dança da igreja. Sayyd não ficou somente perturbado com o erotismo no evento de dança, mas também, e principalmente, com a desconexão entre o culto religioso e o evento social. No fim de sua estadia nos Estados Unidos, Sayyid afirmou: “O Cristianismo fracassou na América, pois os cristãos separaram a vida religiosa da vida política e social.” A essa separação entre vida religiosa e vida secular Sayyid chamou de “esquizofrenia grotesca”!

O que aconteceu com o Cristianismo? A fé cristã requer a integração da fé e o todo da vida. Entretanto, hoje este requerimento é frequentemente abandonado. Os cristãos de hoje dividem sua vida entre o sagrado e o secular. Os cristãos de hoje não integram a sua fé à sua vida política, científica, econômica, artística e educacional. Note: Não é que não existam cristãos nessas diferentes áreas. Nós ainda temos políticos cristãos, cientistas cristãos, economistas cristãos, artistas cristãos e pedagogos cristãos. Nós estamos lá, mas não com uma visão cristã. Guinness diz: “O problema não é que cristãos não estão onde deveriam estar. O problema é que eles não são aquilo que deveriam ser onde estão”. Foi a integração da fé ao valor da vida humana que levou o Cristianismo a criar orfanatos e hospitais; foi a integração da fé à educação que levou o Cristianismo a criar escolas, universidades, modelos de educação; foi a integração da fé à ciência que levou o Cristianismo a estabelecer os fundamentos da Ciência e contribuir com tantos cientistas; foi a integração da fé à arte que levou o Cristianismo a ter compositores como Bach e a criar tantas formas musicais. Mas hoje, nós cristãos queremos compartimentar a nossa vida entre o sagrado e o secular. Essa dicotomia entre o sagrado e o secular é a maior barreira para liberar o poder do Cristianismo por toda a cultura.


  Palavras-chave: economia, política, ciência, integração, fé cristã, cristianismo, integridade, artes, pedagogia

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   Johannes G. Janzen é professor de engenharia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Possui doutorado em Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo com período sanduíche na Universidade de Karlsruhe, Alemanha. Tem experiência na área de Engenharia Civil e Ambiental com ênfase em Fenômenos de transporte e Hidráulica.

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