Johannes Janzen


  S E X T A - F E I R A ,   3   D E   F E V E R E I R O   D E   2 0 1 2


No dia 12 de novembro do ano passado, escrevi um texto intitulado "Dawkins e a explicação da melhor explicação". Um leitor ficou em dúvida. Publico em vermelho o seu comentário. Volto em seguida:

"Me pergunto! Qual deus? Qual é o verdadeiro deus? Por que o deus judaico-cristão é o verdadeiro Deus-todo poderoso? E os outors deus? São falsos? Por quê?"

A dúvida de João é: "Se deus é a melhor explicação para a vida, então qual deus deveríamos escolher?"

Vamos lá João. Com base nos argumentos cosmológico, teleológico e moral, podemos saber que Deus possui determinadas características. O argumento cosmológico permite-nos dizer que Deus é auto-existente, atemporal, não espacial, imaterial, infinito, poderoso, pessoal. Ademais, baseado no argumento teleológico, sabemos que Deus é inteligente e determinado. E, finalmente, com base no argumento moral, sabemos que Deus é absolutamente puro no aspecto moral. Ele é o padrão imutável de moralidade pelo qual todas as ações são medidas.

O Deus descrito acima é o Deus teísta. Consequentemente, qualquer "deus" não teísta não é verdadeiro. Em outras palavras, entre as grandes religiões, somente uma das religiões teístas – judaísmo, cristianismo ou islamismo – pode ser verdadeira. Todas as outras religiões – hinduísmo (panteísta ou politeísta), budismo (panteísta ou ateísta), nova era (panteísta), humanismo secular (ateísta), mormonismo (politeísta), ... – não podem ser verdadeiras.

Obviamente que apenas uma das três religiões - judaísmo, cristianismo ou islamismo - pode ser a verdadeira. Como podemos saber qual delas é a certa? Avaliando as afirmações conflitantes das religiões em relação à comprovação histórica.

Observe, João, que o cristianismo afirma que Jesus era (e é) Deus e o islamismo e o judaísmo afirmam que Jesus não era Deus. É impossível que as duas afirmações estejam certas. Ou Jesus era Deus ou não era Deus.

Ao investigar os registros históricos podemos concluir que Jesus era Deus pelas seguintes razões:

- Jesus foi a única pessoa que cumpriu um grande número de profecias messiânicas específicas que foram escritas com antecipação de centenas de anos;
- Jesus viveu uma vida sem pecado e realizou efeitos miraculosos;
- Jesus predisse a ressurreição e efetivamente ressuscitou dos mortos.

Portanto, concluimos que Jesus era Deus e, por conseguinte, que somente o Deus cristão é verdadeiro.

Qual é, João, então, o Deus verdadeiro? O Deus da Bíblia.

O Deus do cristianismo é a melhor explicação para a vida.


  Palavras-chave: leitores, cristianismo, Deus

Enviado por: Johannes Janzen  |  1474 views   

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   Comentários (13)

Qual o Deus verdadeira? (2)
Respondendo:

1.Por que a necessidade de algo tornaria este algo verdade? Tenho necessidade de dinheiro e posso ficar sem.
2. A conclusão veio não sei de onde. Primeiro: por que Deus? Depois Não existe dualidade Jesus ou não Jesus. O mundo é mais complexo. Existem mais contextos, religiões e crenças. Nenhuma delas pode ser invalidade sem invalidar o cristianismo da mesma forma. São Crenças.
3. Experimentação passa por observação de fenomenos, sejam eles de forma indireta ou direta. Qual a observação (mesmo que indireta) do fenomeno religião?
4. Bem, buda não fala em deus. O budismo mais próximo das ideias originais do Sidarta é "não teista". Evita dar explicações, só fala em sermos saudáveis.

Enviado por: Gustavo  |  Data: Sex, 11/01/2013 às 10h07   

Qual o Deus verdadeira?
1° Até no "bar da esquina" há a necessidade de um líder, caso contrário vira um caos. A liderança universal não seria diferente. = Não há varios deuses. Só há 1 Deus líder.
2° Qual Deus líder? - Maomé nem sabia quem falava com ele (Basta ler a revelação do Alcorão). Isso foge da verdade de que o mensageiro deve saber quem fala com ele. Eliminamos-o. Restam 2 (Jesus ou não Jesus). A resposta será na indagação sobre Jesus. É real ou fantasioso?
3° Resposta simples: Não há como afirmar que é real sem exprimentar (fé)!
4° Não contei com Buda porque ele não é Deus, mas "homem elevado" (impossível). Muita prepotência achar que o ser humano é capaz de eliminar as consequências da morte.

Enviado por: Clóvis, Cariacica, ES.  |  Data: Ter, 20/11/2012 às 00h06   

Dizer que:
Jesus predisse a ressurreição e efetivamente ressuscitou dos mortos, É CRER EM ALGO MITOLÓGICO PORQUE TODOS OS OUTROS DEUSES QUE O PRÓPRIO CRISTIANISMO DIZ SER PAGÃO TEVE A MESMA TRAGETÓRIA DE JESUS, NASCENDO DE UMA VIRGEM, RESSUSSITANDO DOS MORTOS, ENTREO OUTROS PONTOS, COMO DIONISYO, MITRA, ATTIS, ETC ...

Enviado por: João Paulo  |  Data: Ter, 24/07/2012 às 21h36   

Dizer que:
Jesus viveu uma vida sem pecado e realizou efeitos miraculosos MOSTRA O QUANTO É SUPERFICIAL AFIRMAR ALGO QUE É EMBASADO EM LIVROS TOTALMENTE NÃO CONTEXTUALIZADOS ESCRITOS FORA DA ÉPOCA EM QUE OCORRERAM OS FATOS. EXEMPLIFICO ISSO CONFIRMANDO QUE O LIVRO MAIS ANTIGO QUE TEMOS EM MÃOS DO EVANGELHO É O LIVRO DE MARCOS, ESCRITO 60 ANOS DEPOIS QUE OS FATOS OCORRERAM.

Enviado por: João Paulo  |  Data: Ter, 24/07/2012 às 21h33   

Dizer que:
Jesus foi a única pessoa que cumpriu um grande número de profecias messiânicas específicas que foram escritas com antecipação de centenas de anos, MOSTRA O QUANTO O TEXTO É PRETENCIOSO, JESUS NÃO CUMPRIU AS PROFECIAS MAIS IMPORTANTES PROPOSTA PELOS JUDEUS COMO TRAZER PAZ A TODAS AS NAÇÕES, REINAR SOBRE A TERRA, ENTRE OUTRAS...

Enviado por: João Paulo  |  Data: Ter, 24/07/2012 às 21h29   

Fundamentos fúteis
O texto usa de fundamentos futeis, mesquinhos, rasos e nada concretos para afirmar que o Cristianismo é a tal RELIGIÃO verdadeira.

Enviado por: João Paulo  |  Data: Ter, 24/07/2012 às 21h26   

Por que o cristianismo (6)
Concordo que popularidade não significa veracidade. Mas não foi o que eu disse antes, acho que entendeu errado.
Disse apenas que a expansão era contra-exemplo ao seu argumento, não que a expansão fosse indício de veracidade.

Enviado por: Bruno Urbieta  |  Data: Qui, 03/05/2012 às 20h24   

Por que o cristianismo (5)
Bruno, uma questão básica. A maior parte das pessoas não estuda pra escolher uma religião...

Enviado por: Gustavo Gimenes Folsta  |  Data: Dom, 15/04/2012 às 22h55   

Por que o cristianismo (4)
Bruno, outro ponto básico se vamos realmente trocar respostas, falta resposta pros argumentos desde o item 1.

Enviado por: Gustavo Gimenes Folsta  |  Data: Dom, 15/04/2012 às 22h42   

Por que o cristianismo (3)
Bruno, não é um argumento válido o fato de uma religião aumentar. Não pode prever o futuro e dizer se isto se confirmará. Outro ponto é: o islamismo também cresce.
Antes deste argumento eu diria, por que o fato de haver mais adeptos ou se expandir, torna uma religião verdade?

Enviado por: Gustavo Gimenes Folsta  |  Data: Dom, 15/04/2012 às 22h39   

Gustavo, a própria expansão do cristianismo em todo o mundo é um contra-exemplo forte para o seu argumento.
Se as circustâncias locais e temporais é que definem a religião de uma pessoa, então o cristianismo nunca teria saído de Israel. Da mesma forma outras religiões ficariam para sempre em seu mesmo lugar.

Enviado por: Bruno Urbieta  |  Data: Dom, 15/04/2012 às 13h07   

Por que o cristianismo (2)
Desculpe-me a crueza, mas na verdade julgo um pouco de pretenção alguém afirmar que sabe sobre a verdade. A questão não é sobre ela ser relativa, a questão é se podemos saber sobre ela, ela poderá ser encontrada? Existem fatos, mas o que fazemos é com nossos sentidos interpreta-los...

Enviado por: Gustavo Gimenes Folsta  |  Data: Sáb, 14/04/2012 às 12h44   

Por que o cristianismo
A pergunta não foi de forma nenhuma respondida. A religião adotada por alguém baseia-se não em lógica mas sim onde esta pessoa nasceu e em que época, são circunstanciais.
Os argumentos cosmológico, teleológico e moral não são aceitos dentro da comunidade filosófica como é dito. Podemos debater.

Enviado por: Gustavo Gimenes Folsta  |  Data: Sáb, 14/04/2012 às 12h32   




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   Sobre mim
   Johannes G. Janzen é professor de engenharia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Possui doutorado em Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo com período sanduíche na Universidade de Karlsruhe, Alemanha. Tem experiência na área de Engenharia Civil e Ambiental com ênfase em Fenômenos de transporte e Hidráulica.

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