Johannes Janzen


  S E X T A - F E I R A ,   9   D E   N O V E M B R O   D E   2 0 1 2


Trecho do livro "Não tenho fé suficiente para ser ateu" de Norman Geisler e Frank Turek:

Alguns anos atrás, eu [Norm] debati com um ateu na Universidade de Miami sobre a pergunta "Deus existe?". Depois de eu ter apresentado muitas das comprovações que vimos aqui, tive a oportunidade de fazer algumas perguntas ao meu oponente. Disse-lhe o seguinte:

— Senhor, tenho algumas perguntas a lhe fazer. Primeira: "Se Deus não existe, então por que existe alguma coisa além do nada?".

Continuei fazendo outras perguntas, achando que ele iria responder na seqüência.

É preciso dizer que, normalmente ao debater com alguém, se tem como alvo persuadir a platéia. Você não fica esperando que o seu oponente admita que está errado. Ele investiu muito naquela posição, e a maioria dos debatedores tem um ego grande demais para admitir um erro. Mas foi diferente com aquele homem. Surpreendeu-me quando disse:

— Em relação à primeira pergunta, é realmente uma boa questão. Na verdade, é uma ótima questão.

Sem nenhum outro comentário, ele prosseguiu e respondeu à minha segunda pergunta.

Depois de ouvir a comprovação da existência de Deus, aquele debatedor foi levado a questionar suas próprias crenças. Ele chegou até mesmo a comparecer a uma reunião posterior e expressou que tinha dúvidas sobre o ateísmo. Sua fé no ateísmo estava desaparecendo. De verdade.

"Se não existe Deus, então por que existe algo diferente do nada?" é uma pergunta que todos nós temos de responder. À luz das evidências, somos deixados apenas com duas opções: ou ninguém criou uma coisa do nada ou alguém criou alguma coisa do nada. Que visão é mais plausível? Nada criou alguma coisa? Não. Até mesmo Julie Andrews sabia a resposta quando cantou "Nada vem do nada. Nada poderia ser assim!". Se você não consegue acreditar que nada fez alguma coisa, então não tem fé suficiente para ser ateu!

A idéia mais plausível é Deus. Robert Jastrow sugeriu isso quando terminou seu livro Deus e os astrônomos com esta clássica afirmação:

Para o cientista que tem vivido pela fé no poder da razão, a história termina como um sonho ruim. Ele escalou as montanhas da ignorância; está prestes a conquistar o pico mais elevado e, quando se lança sobre a última rocha, é saudado por um grupo de teólogos que estão sentados ali há vários séculos.


  Palavras-chave: Norman Geisler, Frank Turek, ateu, Deus, criação

Enviado por: Johannes Janzen  |  7354 views   

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   Comentários (6)

Simples
Porque o nada não existe, pelo menos é o que as novas pesquisas estão demonstrando. Aquilo que o crente pensa ser o nada é na verdade alguma coisa que a ciência do futuro ainda há de explicar. Matemática básica, o tudo não pode ter surgido do nada absoluto, logo o nada absoluto nunca existiu, logo o tudo sempre existiu ainda que com outras formas, logo nunca houve criação... Logo, a meu ver, quem acredita que tudo surgiu do nada não é o ateu e sim o crente que quer acreditar que antes existia o nada absoluto e no meio do nada havia deus que fez o tudo se materializar do nada.

Enviado por: Romulo  |  Data: Sáb, 20/02/2016 às 22h55   

Pergunta fácil
''Se Deus não existe, então por que existe alguma coisa além do nada?''

Simples, porque 'alguma coisa além do nada' não precisa de um deus para existir.

Enviado por: Bruno  |  Data: Ter, 31/03/2015 às 22h30   

não exibidos
O nada pode sim gerar matéria. Saiba como, lendo o blog: "Olando o Universo".

Enviado por: Alberto Carvalhal Campos  |  Data: Dom, 13/04/2014 às 20h13   

Resposta ao comentário do Alisson
Pelo seu comentário e o post acima, considero que você acredite que um dia a ciência irá mostrar como o "nada" produz matéria, informação, etc.

Enviado por: Johannes Janzen  |  Data: Sex, 01/02/2013 às 19h44   

Creio que devido ao fato de ainda não existir resposta para "por que existe algo diferente do nada?" não significa que seja prova da existência de alguma divindade, antigamente se acreditava que quem mandava o raio era Zeus, simplesmente pelo desconhecimento do fenômeno, esse é o mesmo caso, o desconhecimento de algo transformada numa crença em algo místico, é a vontade inerente ao ser humano, querer explicar tudo, e quando não há resposta razoável acaba-se muitas vezes apelando às respostas místicas

Enviado por: Alisson  |  Data: Sex, 25/01/2013 às 10h31   

Não há razão para o ateísmo,a não ser a arrogância de alma decaída
A fé em Deus das quais,se faz apelo escriturístico do próprio Deus,não é a fé da sua existência,mais nos seus sábios conselhos e decretos,porque a fé da sua existência,todas as formas de existências são suas próprias testemunhas,de modo que não querer incluí-lo,considerá-lo,no curso da existência,apenas testifica da nossa arrogancia,dessa triste herança de alma decaída,não se deve merecer seriedade a quem questiona a existência de Deus,se apoiando unicamente na razão,como isso deve ser doloroso esse processar racional no espírito humano para convencer-se de que Deus não existe,em vez de assumir que não quer prestar contas do seus atos,e nem prestar culto a nem um ser,seria mais honesto e humano do que fazer uso de uma faculdade para a Ele conhecer,investir empenhado em não reconhece-lo,é irracional um verdadeiro atentado contra a razão e contra senso,e é diabólico,porque o efeito contrário do reconhecimento é o blasfêmo,com maledicencias numa auto adoração cuja mentalidade é terrena,animalesca e diabólica em suas considerações racionais.Que Deus tenha Misericórdia fazendo vale-la com desvendamento pelo seu Espírito Santo.

Enviado por: arcolinofsneto  |  Data: Dom, 25/11/2012 às 10h20   




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   Sobre mim
   Johannes G. Janzen é professor de engenharia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Possui doutorado em Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo com período sanduíche na Universidade de Karlsruhe, Alemanha. Tem experiência na área de Engenharia Civil e Ambiental com ênfase em Fenômenos de transporte e Hidráulica.

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